Estou te vendo cada vez mais fria mesmo, como nuvem, como dizeres à toa, do que adiantaria não dizer?
Tudo começa a ficar como sempre ficou: recomeço, retornos, revoadas, soluço num grande jardim, sozinho, somente a semente.
Esperei que ao voltarmos daquele sonho, um novo sonho viria, e, de sonho em sonho, pularíamos todas as nossas angústias e despreparos. Mas o sonho acabou.
Ao sairmos, gostaria de fazer daquele fio nosso cordão umbilical, das músicas nossos sonhos, nosso alimento. Mas foi uma tentativa de sonhar e não consegui nem isso. O sonho que sonharia o sonho terminou.
E agora, doce dilema, escuto a música que me faz tanto bem, mas que apenas alimenta tantos distantes sonhos juvenis, ou tampo os ouvidos e escuto apenas minha consciência?
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