O desespero causado pela incerteza de se ter certeza daquilo que tudo que hora é tudo o que queremos, hora é nada, é motivo para um novo desespero, e outro, e outro. Mas, como tudo aquilo que nasce, morre, inclusive o pensamento mais útil e o mais fútil, torna-se passado e, se posso dizer em sentido para certas coisas que não são minhas, posso te dizer que a mais forte expressão de sobrevivência é aquela que vem rodeada de vontades: Vontade de amar, de voar, de sumir, de gritar, esmurrar, desmaiar... Sumir. Acordar. Não estamos a sós, temo-nos a nós mesmos. Há algo maior que tudo isso, que pode ser uma expressão de dor de um desconhecido, o repouso eterno de uma saudade, a chegada de um novo dia. Sorria, você está sendo filmada. Chore, você está viva.
Amanhã pela manhã pergunte-me como será o amanhã. Te direi que será suficiente para empurrar-nos montanha a baixo e nos encontraremos voando rumo ao caminho inédito chamado Crucifixo das Nossas Angústias e lá encontraremos novas ideias, novos nós.
Lá é aqui e aqui vai ser o que profundamente desejarmos.
Ó caminho tortuoso do desejo irrevogável de ser feliz, dai-nos força, ceda-nos sede de vida.
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